Eléctricos com menor autonomia real são uma informação essencial para quem está a pensar comprar um carro elétrico e quer conhecer verdadeiramente o que pode esperar na estrada.
Muitos compradores baseiam a sua decisão apenas nos números oficiais de autonomia anunciados pelos fabricantes. No entanto, os testes reais realizados em autoestrada a uma velocidade constante de 110 km/h mostram resultados bastante diferentes. Os especialistas conduziram os veículos completamente carregados até ao momento em que o carro parava por completo. Os resultados revelam que vários modelos populares ficam significativamente abaixo do prometido, o que pode causar inconvenientes sérios durante uma viagem.
Por que a autonomia real costuma ser menor do que a anunciada
Em autoestrada, a alta velocidade constante faz aumentar bastante o consumo de energia. O peso do veículo, o sistema de tração integral, o tamanho das rodas e a aerodinâmica influenciam diretamente o resultado final. Mesmo quando o painel ainda indica algum nível de bateria, na prática o carro pode parar antes do esperado, deixando o condutor numa situação desconfortável e potencialmente cara.
Aqui estão os 5 elétricos populares que apresentaram a menor autonomia real nos testes em estrada:
1. Chevrolet Silverado EV (2024 RST, tração integral)
Autonomia anunciada: 793 km Autonomia real em autoestrada: 759 km Diferença: 34 km
Este grande pick-up elétrico consome mais energia do que o previsto, especialmente por causa do seu peso elevado e das rodas de grande dimensão.

2. Tesla Model S (2021 Long Range, tração integral)
Autonomia anunciada: 660 km Autonomia real em autoestrada: 589 km Diferença: 71 km
Mesmo o icónico Tesla Model S perde uma parte importante da autonomia prometida quando é conduzido em autoestrada a velocidades elevadas.

3. Rivian R1S (2025 Dual Max, tração integral)
Autonomia anunciada: 660 km Autonomia real em autoestrada: 576 km Diferença: 84 km
O SUV elétrico da Rivian registou uma das maiores diferenças entre o valor oficial e o resultado obtido na prática.

4. Lucid Air (2023 Touring, tração integral)
Autonomia anunciada: 637 km Autonomia real em autoestrada: 553 km Diferença: 84 km
O Lucid Air, frequentemente elogiado pela sua eficiência, também fica bastante aquém do prometido em condições reais de condução em autoestrada.

5. Ford F-150 Lightning (2022 Lariat Extended Range, tração integral)
Autonomia anunciada: 515 km Autonomia real em autoestrada: 434 km Diferença: 81 km
O popular pick-up elétrico da Ford perde mais de 80 km de autonomia quando testado em estrada a velocidade constante.

O que deves ter em conta antes de comprar um elétrico
A autonomia real em autoestrada costuma ser entre 5 % e 15 % inferior aos valores laboratoriais. Este facto é especialmente relevante para quem faz muitas viagens longas ou vive em regiões com poucas estações de carregamento. Rodas grandes, tração integral e condução rápida aumentam significativamente o consumo de energia.
Antes de tomares uma decisão, não te fies apenas nos números oficiais. Procura sempre testes independentes e opiniões reais de utilizadores. Desta forma evitas surpresas desagradáveis e escolhes o modelo que melhor se adapta às tuas necessidades reais.
Se estás a planear comprar um veículo elétrico, verifica com atenção a autonomia real em autoestrada do modelo que te interessa. Esta informação pode fazer toda a diferença na tua experiência diária e nas viagens mais longas.
Os elétricos com menor autonomia real entre os modelos mais populares merecem uma análise cuidadosa antes da compra. Conhecer os números reais ajuda a tomar uma decisão mais informada e a evitar frustrações no futuro.


